25 de maio é o Dia Nacional da Adoção e hoje reunimos as dicas de especialistas para você que quer adotar um bbpeludo

Trazer um pet para dentro de casa por meio da adoção é uma atitude muito especial, tanto para o ciclo familiar quanto para o acolhimento dos bichinhos. No entanto, é uma decisão que requer responsabilidade.

Em 2022, existiam cerca de 30 milhões de animais abandonados nas ruas do país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para evitar que esse cenário seja agravado, os tutores devem se preparar para tornar a experiência positiva para ambos os lados.

Entender quais serão os gastos necessários e identificar se o estilo de vida é compatível são alguns dos passos para adotar de forma consciente.

“Esse é um passo grande para as famílias e um ato muito honrável. Infelizmente, o abandono animal ainda é comum no Brasil, não só aquele abandono na rua, mas também situações em que as pessoas não se acostumam com o pet e devolvem para ONGs ou o entregam para outros tutores”, comenta Marina Meireles, médica veterinária comportamentalista no Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. “Pets também têm emoções e podem sofrer com essas mudanças drásticas de ambiente e pessoas”, complementa.

Para orientar os futuros pais e mães de pets, o veterinário aponta alguns passos importantes a serem avaliados antes de adotar. 

Preparo financeiro

Apesar de não terem os mesmos gastos que humanos, os pets também requerem cuidados que exigem um pouco mais do bolso. Esteja ciente dos valores gastos com check-ups, vacinas, ração, escola recreativa, remédios e brinquedos, mas lembre-se que esses ‘gastos’ não deixam de ser um investimento em saúde e bem-estar do bichinho.

Ainda assim, caso não se sinta preparado ainda, espere e aproveite o período para guardar dinheiro para quando o momento for mais favorável.

Avalie seu estilo de vida 

Ao conhecer e ter contato com pets nas ONGs, avalie sua rotina e estilo de vida para ver se é compatível com o estilo do gatinho ou cão escolhido. Por exemplo, se seu ritmo de vida é mais agitado e barulhento, resgatar um bichinho mais calmo e sensível pode não ser a melhor combinação. Entender esses traços de personalidade é fundamental para uma boa convivência.

Novo membro da família

Se você não mora sozinho, lembre-se de garantir que todos os membros da família estejam prontos para receber um novo animal em casa. Converse sobre a sua responsabilidade como tutor e se haverá divisão de tarefas, dos custos e cuidados com o bichinho. Pets requerem dedicação e tempo, por isso é importante que todos estejam cientes e comprometidos com a adoção.

Respeite o tempo de adaptação

Com o pet nos braços, é importante respeitar seu espaço e deixar o lar o mais confortável possível. Cachorros muito novos, por exemplo, podem levar um tempo para se acostumar ao novo ambiente, cheiros e pessoas; gatos, por sua vez, costumam ter mais sensibilidade a sons altos e movimentos bruscos. Uma boa alternativa é escolher um cantinho próprio para o pet dormir e passar o tempo, integrando-o ao ambiente e facilitando sua adaptação.

Treinamento positivo

Não é um passo obrigatório, mas, no caso dos cãezinhos, é interessante considerar inserir reforços positivos em treinamentos; biscoitos, bolinhas, brinquedos e atividades recreativas facilitam essa experiência. Dessa forma, os laços com os humanos podem ser estreitados e a convivência se tornar mais harmoniosa.

Acessórios para segurança e transporte

Ao adquirir o pet, é preciso adquirir também coleira, placa de identificação e caixa para transporte. Sabemos que os felinos são mais ligeiros e, por isso, é necessário colocar informações sobre a sua residência na coleira, assim como apostar em equipamentos adequados para fazer um deslocamento seguro, por exemplo, para a clínica veterinária.

Higiene

Os gatos são animais limpos e já realizam sua limpeza com a própria língua, não necessitando de uma frequência exagerada de banhos. No entanto, a higiene maior é requerida em sua caixa de areia. Ao contrário dos cães, o gato não precisa ser ensinado onde irá fazer cocô e xixi, pois o hábito é instintivo.

“Esses bichinhos são super exigentes com o local onde fazem suas necessidades, por isso, é muito importante sempre mantê-los limpos. Os donos de primeira viagem vão precisar de uma caixa, areia e uma pá de limpeza. A troca pode ser realizada uma vez por semana”, explica Marcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico pet da MSD Saúde Animal.

Diversão

Sim, gatos brincam e, mais do que isso, precisam de espaço para arranhar e lixar as suas unhas. Então, para evitar que o bichano afie suas garras nos móveis e cortinas pela casa, os arranhadores são um dos melhores brinquedos para distração. O mercado disponibiliza esse produto em todos os tamanhos e preços.

Alimentação

Água fresca e nada de leite. Os felinos não devem ser alimentados com leite, já que, para alguns deles, isso pode causar diarreia. A melhor opção é oferecer rações especificas. E, como todos nós, os gatinhos precisam de água sempre fresca à disposição.

Cuidados com a saúde do pet adotado

De acordo com a médica veterinária da Esalpet em Curitiba(PR), Leocádia Chalita de Lima, o primeiro passo para quem acabou de adotar um pet é providenciar o controle de pulgas e carrapatos e a vermifugação dos animais. “São medidas fundamentais para garantir o conforto do pet e prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica a especialista.

Para garantir a saúde de cães e gatos adotados, é fundamental também que o dono certifique que o animal recebeu todas as vacinas necessárias. “Somente o esquema vacinal completo confere a imunização do animal deixando-os livres de doenças infectocontagiosas e com boa qualidade de vida”, esclarece.

Outro cuidado primordial que contribui com o aumento da expectativa de vida dos animais é a castração. Segundo a profissional, o procedimento cirúrgico colabora não só com o controle de reprodução animal mas também protege de futuras doenças no aparelho reprodutivo como tumores e infecções. “A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos a partir dos 6 meses de idade, lembrando que nas fêmeas o procedimento deve ser realizado antes do primeiro cio”, detalha a especialista.

Para completar, a médica veterinária lembra que outros cuidados básicos podem fazer toda a diferença para a saúde e bem estar dos pets. “Garantir uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene em dia sem dúvida vão garantir uma adaptação muito mais sadia e tranquila para o cão ou gato em um novo lar”, completa Leocádia Chalita de Lima.

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Um comentário em “Dia Nacional da Adoção: 10 dicas para pais de pet de primeira viagem

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