Uma das principais parasitoses intestinais com ocorrência no mundo todo, a giardíase é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma zoonose, ou seja, doença que pode ser transmitida dos animais para os humanos.
Sua transmissão ocorre por meio da ingestão de cistos do protozoário Giárdia lamblia, que pode ser encontrado em águas de esgoto, tanto tratado quanto não tratado, em alimentos ou fezes de animais infectados. Os cistos de Giárdia são altamente resistentes no meio ambiente.
Ao defecar, cães infectados contaminam o ambiente. “Por esse motivo, é muito comum que o contágio aconteça em ambiente frequentado por muitos cães”, diz o médico-veterinário Alexandre Merlo, Gerente Técnico de Animais de Companhia da Zoetis.
Sintomas
“Importante ressaltar que alguns cães não apresentam sintoma algum, mas por estarem infectados, continuam eliminando cistos no ambiente, trazendo situação de risco para crianças, adultos e outros animais”, diz Merlo. “Por esse motivo, é aconselhável que todos os animais e também os humanos que vivem no mesmo ambiente sejam tratados também, mesmo que não apresentem sintomas”, completa o médico-veterinário.
Prevenção
A proteção do cão contra a giardíase se dá com bons hábitos de higiene e de limpeza sanitária adequados, além da vacinação dos animais.