A terapia assistida por animais tem sido cada vez mais aplicada em asilos, orfanatos, casas de repouso e recuperação, além de hospitais. Veja esse exemplo da Love on a Leash nos Estados Unidos que tem levado conforto e tirado muitas pessoas vulneráveis de seu isolamento.

Plínio, é um gato preto com grandes olhos dourados. Costuma usar colares festivos, bandanas ou gravatinhas coloridas.

Ele é bem conhecido em  Sunnyvale, especialmente nas instalações de atendimento a idosos e abrigos para sem-teto. Ele e sua dona, Michiko Cheng, oferecem seu tempo voluntariamente para visita-los.

A dupla oferece dois programas de terapia assistida por animais de estimação. Participam do Furry Friends, um grupo sem fins lucrativos exclusivo de South Bay, cujo lema é “Nós lambemos a solidão!” E da Love on a Leash seção do Vale do Silício, uma organização sem fins lucrativos de âmbito nacional nos Estados Unidos.

Essas organizações permitem que os animais de estimação e seus proprietários sejam certificados em serviços de terapia assistida por animais.

Voluntários trazem seus cães, gatos, coelhos e outros amigos peludos para bibliotecas, escolas, centros de assistência a idosos e abrigos para os sem-teto. Eles visitam qualquer lugar onde as pessoas precisem de um pouco de amor e atenção.

Benefícios da Terapia Assistida por Animais

De acordo com a UCLA Health, a terapia assistida por animais e programas que promovem o contato de animais com comunidades carentes  podem produzir um grande número de benefícios para a saúde.

Os programas de terapia com animais de estimação podem reduzir a ansiedade, estimular a lembrança da memória e baixar a pressão arterial. 

Muitas vezes, aqueles que precisam de ajuda podem ser reticentes em se conectar com outras pessoas, mas os participantes mostram muito menos hesitação em se conectar com animais amigos.

A maioria dos programas de terapia assistida por animais fornece serviços para uma grande variedade de comunidades, incluindo residentes idosos, estudantes universitários estressados ​​e crianças que estão aprendendo a ler.

Alguns voluntários da Love on a Leash fazem visitas regulares ao Aeroporto Internacional de San Jose. Lá o papel dos animais de estimação é  confortar viajantes cansados ​​com longas paradas ou vôos atrasados, pessoas com medo de voar ou viajantes que acabaram de terminar uma jornada cansativa.

Para os idosos, os animais ativam a memória afetiva

As muitas instalações de atendimento ao idoso da South Bay oferecem uma oportunidade de visita particularmente gratificante para muitos voluntários.

Os voluntários do Love on a Leash visitam Sunnyside Gardens no centro de Sunnyvale no primeiro sábado de cada mês. 

Especificamente, eles visitam a unidade de atendimento de memória da instituição, que abriga moradores com doença de Alzheimer bastante avançada e demência.

“Os moradores que estão mais progredidos em sua doença só ganham vida quando vêem os animais”, disse Molly Young, diretora de cuidados de memória da Sunnyside Gardens.

A maioria dos residentes da unidade, em seus estados avançados de perda de memória, não funciona bem em atividades em grupo. Mas com o programa Love on a Leash, cada um dos 32 residentes recebe atenção de um animal de estimação ou um voluntário.

Young diz que há um Labrador “super adorável” que vem regularmente e tem o hábito de colocar a cabeça no colo dos residentes. É um pequeno gesto que muitas vezes permite que os moradores relembrem histórias sobre antigos animais de estimação.

Cheng viu as pessoas reagirem de forma semelhante a Plínio quando o par vai para asilos. Ela diz que a experiência realmente a ajudou a perceber o quanto os seres humanos precisam de interação.

“Eu não sou um profissional de saúde, mas realmente noto um piscar de olhos ou uma contração na mão”, disse Cheng. “Mesmo algo aparentemente tão pequeno quanto acariciar um gato pode introduzir uma mudança positiva em seu espaço mental.”

O poder de um ron-ron

Cheng, que trabalha com tecnologia no Vale do Silício, diz que programas como esse também reúnem pessoas que, de outra forma, não teriam oportunidade de interagir. 

Antes de ouvir sobre Love on a Leash, ela raramente tinha qualquer razão ou oportunidade para interagir com idosos. E quando ela iniciou percebeu que não era realmente o seu forte.

Mas Plínio forneceu uma ponte para a conversa, uma espécie de terreno comum.

Cheng traz Plínio em um carrinho de passeio, facilitando para as pessoas em cadeira de rodas acariciarem e interagirem com ele. Ele é um gato doce e paciente, e parece adorar seu trabalho como voluntário.

Agora, Plínio, o gato da terapia, tem quase 10.000 seguidores no Facebook, onde Cheng publica regularmente fotos e atualizações de suas visitas.

Cheng é uma das cerca de 15 voluntárias da seção Love on a Leash, do Vale do Silício, com a qual ela e Plínio estão há três anos.  É também uma das cerca de 600 voluntárias com Furry Friends, trabalhando há mais de 6 anos nesse outro programa.

Existem programas semelhantes em toda a Bay Area, incluindo os capítulos SPCA de São Francisco e East Bay, o Peninsula Humane Society e o TherapyPets de Oakland. E todos eles têm uma missão em comum: ajudar as pessoas através de dificuldades usando o amor incondicional de um animal.

“Quando as pessoas estão sentadas lá acariciando um gato, e o gato está ronronando, eles percebem o efeito positivo que estão tendo em outra coisa viva”, disse Cheng. “Isso inflama a sensação de ser”.

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