Comportamentalista animal Wagner Brandão, explica que puxar a guia do pet pode aumentar a ansiedade e o medo do animal, fazendo com que ele associe os passeios a uma experiência desagradável.

Passear com o pet é, sem dúvidas, o ponto alto do dia do bichinho. Geralmente é nesse momento que eles ficam mais agitados, pulando, latindo e querendo explorar ao máximo o mundo ao seu redor. Porém, para conter alguns animais, seus donos, durante os passeios, têm o hábito de puxar a guia em determinados momentos e isso pode ser muito prejudicial.

Wagner Brandão comportamentalista animal, com mais de duas décadas de atuação na área, explica que, embora pareça uma prática comum e inofensiva, puxar a guia pode ter efeitos negativos no comportamento e na saúde do seu animal de estimação. “Esse ato pode causar desconforto e até dor no pescoço e na garganta do animal. Se você utilizar o peitoral, pode causar dores no peito e nas patas frontais, além de gerar um estresse desnecessário. Além disso, em minha experiência, já vi que pode levar a condições graves de saúde, como lesões na traqueia e na coluna cervical, especialmente em cães de raças menores ou com predisposição a problemas respiratórios.”, resume.

Os reflexos desse ato podem ser vistos também no comportamento diário do animal. “Puxar a guia do pet pode aumentar a ansiedade e o medo do animal, fazendo com que ele associe os passeios a uma experiência desagradável. Isso pode resultar em comportamento reativo, como latidos excessivos, tentativas de fuga e até agressividade.” comenta Wagner Brandão.

Por outro lado, é possível adotar algumas medidas simples, mas eficazes, para tornar o passeio um momento prazeroso tanto para o tutor quanto para o animal. “O ideal é treinar o cachorro para andar ao seu lado de forma calma e controlada, utilizando reforços positivos como petiscos e elogios.” Sugere Wagner, e completa: “Esse tipo de treinamento, conhecido como “caminhada solta”, permite que o animal explore o ambiente de forma segura e relaxada, sem a necessidade de puxões ou correções bruscas, já que o passeio precisa ser prazeroso tanto para o tutor quando para o pet.”

Confira algumas dicas práticas para ter um passeio tranquilo com o pet, destacados pelo comportamentalista.

Use Equipamentos Adequados: Utilize uma coleira unificada para passear com o animal, pois ela ajuda a diminuir as puxadas tanto dos tutores quanto dos cachorros. Evite utilizar peitorais para não criar uma situação de “cabo de guerra” com o seu pet.

Reforço Positivo: Recompense seu pet por andar ao seu lado sem puxar a guia. Petiscos e elogios são excelentes formas de encorajar o bom comportamento.

Treinamento Consistente: Dedique tempo para treinar seu cachorro diariamente. A consistência é chave para que ele aprenda a caminhar de maneira adequada.

Ambiente Calmo: Escolha locais tranquilos para os passeios, especialmente durante o processo de treinamento, para minimizar distrações e facilitar a aprendizagem.

Gatos: os passeios diários também são para eles?

Wagner Brandão, explica que os gatos são naturalmente mais independentes que os cachorros e muitos deles preferem explorar e se exercitar dentro de casa ou em ambientes externos seguros, como um jardim cercado.

“Passear com um gato pode oferecer novos estímulos sensoriais, como cheiros e sons. Por outro lado, como cada animal se difere do outro, existem casos específicos em que o próprio gatinho gosta de dar uma volta por aí, ele sai de casa, sempre na coleira e acompanhado do seu tutor, com tranquilidade e acaba até se divertindo. Porém, para outros bichanos, a situação pode ser muito estressante e, se isso acontecer, o melhor é não tentar passear com ele novamente.” comenta Wagner.

Conforme explicado pelo especialista, em alguns casos os gatos necessitam de passeios diários. Veja alguns deles.

  • Gatos que vivem em apartamentos: se um gato vive em um apartamento sem acesso a um jardim seguro ou espaço externo, passeios controlados podem ajudar a satisfazer seu desejo de explorar e fornecer estímulos mentais e físicos adicionais.
  • Gatos com excesso de energia: alguns gatos têm níveis de energia muito altos e podem se beneficiar de passeios para liberar essa energia extra.
  • Gatos obesos: para gatos com sobrepeso, passeios regulares podem ser parte de um plano de perda de peso saudável, desde que sejam introduzidos gradualmente e o gato esteja confortável com a ideia.
  • Vivendo em áreas urbanas: em áreas urbanas, onde é mais difícil proporcionar ambientes externos seguros para os gatos, passeios podem ser uma maneira de dar aos gatos uma experiência ao ar livre controlada.

No entanto, é importante notar que nem todos os gatos gostam de passear, e alguns podem ficar estressados ou ansiosos com a experiência. “Antes de começar a passear com seu gato, certifique-se de que ele está confortável com a ideia e use um equipamento adequado, como uma coleira e guia específicas para gatos. Além disso, se perceber que o gato não está confortável com essa situação e ele começar a miar alto, ou até mesmo tentar te arranhar, não insista no passeio.” finaliza Brandão.

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