Dezembro Vermelho começa hoje, 1° de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS e vamos aproveitar a campanha para falar da FIV Imunodeficiência Felina, muito parecida com a doença que ainda ataca milhões de humanos no mundo, mas que por ter um outro tipo de vírus causador em felinos não é transmissível entre humanos e gatos. Entenda mais aqui.
A FIV (Imunodeficiência Felina) é uma condição que afeta os gatos e é muitas vezes comparada à AIDS humana devido às semelhanças em seus efeitos no sistema imunológico.
Segundo dados da American Association of Feline Practitioners, até 25% dos gatos testados na América Latina estão infectados com o Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV).
A FIV, é uma doença viral crônica que compromete o sistema imunológico dos gatos, tornando-os mais suscetíveis a infecções e doenças. Descoberta pela primeira vez na década de 1980, a FIV é frequentemente comparada à AIDS humana devido à natureza imunossupressora do vírus.
Causas e Transmissão
A FIV é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, um retrovírus pertencente à mesma família do HIV, mas que só ataca os gatos. Assim como o HIV causador da AIDS só ataca os humanos.
A transmissão da FIV ocorre principalmente através do contato direto, geralmente durante brigas entre gatos, onde a saliva e até mesmo.o sangue contaminados podem ser transferidos de um gato infectado para outro.
A transmissão vertical, da mãe para os filhotes durante o parto ou através da amamentação, também é uma via possível.
Sintomas da FIV
Os sintomas da FIV podem variar significativamente, e alguns gatos podem permanecer assintomáticos por anos.
No entanto, à medida que a doença progride, podem ocorrer sinais como perda de peso, febre, gengivite crônica, infecções recorrentes e letargia.
A progressão da FIV pode levar a problemas mais graves, como anemia e doenças oportunistas.
Diagnóstico e Testes
O diagnóstico da FIV é realizado por meio de testes de sangue específicos que detectam a presença de anticorpos contra o vírus.
Vale ressaltar que, uma vez infectado, um gato permanecerá positivo nos testes pelo resto de sua vida, mesmo que a doença esteja em estágio latente.
Tratamento e Manejo
Infelizmente, não existe cura para a FIV, e o tratamento visa principalmente aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do gato. Antibióticos podem ser prescritos para tratar infecções secundárias, enquanto uma dieta nutritiva e cuidados veterinários regulares são essenciais para manter a saúde do animal.
Prevenção e Conscientização
A prevenção da FIV é crucial para reduzir a disseminação do vírus. Medidas eficazes incluem a castração para diminuir a agressividade e a tendência de brigas entre os gatos, bem como o isolamento de gatos positivos para evitar a transmissão. A conscientização sobre a FIV é igualmente importante, destacando a importância dos testes regulares e da adoção responsável.
Desafios e Estigma Associado
Um dos desafios enfrentados pelos gatos com FIV é o estigma associado à doença. Muitas vezes, esses gatos são evitados ou negligenciados devido ao medo da transmissão. É vital esclarecer que a FIV não é facilmente transmitida e que gatos soropositivos podem levar vidas longas e saudáveis com os cuidados adequados.
“Ao realizar os testes, o tutor garante não só que o seu novo gatinho esteja livre dessas infecções virais, ou que possa ser tratado precocemente, mas também contribui para que, no futuro, o Brasil alcance uma taxa baixa de infecção desses vírus. Isso é muito importante para a saúde do felino e para proteger outros pets que já estão em casa”, comenta Thiago Teixeira, diretor-geral do Nouvet, um centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.