Os gatos são seres fascinantes, repletos de personalidade e comportamentos peculiares. No entanto, algumas das suas manias podem desafiar até mesmo os donos mais dedicados. Veja aqui 13 dicas baseadas em pesquisas e técnicas dos melhores terapeutas comportamentais felinos do mundo para ajudar a entender e eliminar as manias dos gatos.

Arranhar os móveis, miar excessivamente, morder as plantas ou fazer as necessidades fora da caixa de areia. Quem nunca teve que lidar com essas manias de gato? Esses comportamentos podem ter diversas causas, como estresse, tédio, falta de atenção, problemas de saúde ou simplesmente instinto. Mas como lidar com essas manias e tornar a convivência com os gatos mais harmoniosa e prazerosa?

Se o seu gato está apresentando alguma mania, é importante identificar a causa do problema para poder resolvê-lo. Veja aqui 13 dicas baseadas em pesquisas e técnicas dos melhores terapeutas comportamentais felinos do mundo, que podem ajudar você a entender e modificar o comportamento do seu gato, respeitando as suas necessidades e preferências. Confira:

1. Compreensão do Comportamento Felino: Antes de começar a abordar as manias, é crucial compreender o comportamento natural dos gatos. Pesquisadores renomados, como Jackson Galaxy e Pam Johnson-Bennett, destacam a importância de observar e entender as necessidades instintivas dos felinos. Por exemplo, se um gato mia muito enquanto você está fora de casa, isso pode indicar solidão ou tédio.

2. Proporcionar Enriquecimento Ambiental: Os gatos são caçadores por natureza e precisam de estímulos físicos e mentais para se manterem saudáveis e felizes. Por isso, é importante proporcionar ao seu gato brinquedos que simulem presas, como ratinhos, bolinhas, penas ou varinhas, e que possam ser movimentados, mordidos e capturados. Além disso, você pode esconder petiscos pela casa, usar arranhadores, túneis, prateleiras ou caixas de papelão para criar um ambiente divertido e desafiador para o seu gato explorar. Assim, você evita que ele fique entediado, ansioso ou deprimido, e que desconte a sua frustração nos móveis, nas plantas ou em você.

3. Estabelecer uma Rotina Consistente: Gatos apreciam rotinas consistentes. Alimentação, brincadeiras e momentos de carinho devem seguir um padrão diário. Por exemplo, alimentar o gato sempre no mesmo horário cria uma associação positiva. Se um gato tem o hábito de acordar o dono durante a noite, uma rotina noturna consistente com brincadeiras antes de dormir pode ajudar a esse reduzir o comportamento. Essa previsibilidade auxilia na redução de ansiedade e comportamentos compulsivos. Por isso, também é bom evitar mudanças bruscas ou situações estressantes, como visitas indesejadas, barulhos excessivos ou alterações na disposição dos móveis. Se for necessário fazer alguma mudança, faça-a gradualmente, e sempre ofereça apoio e recompensas ao seu gato, para que ele se adapte sem traumas.

4. Atenção à Alimentação Adequada: A alimentação desempenha um papel crucial no comportamento dos gatos. Consultar um veterinário para garantir uma dieta balanceada é essencial. Certos problemas comportamentais podem estar relacionados a deficiências nutricionais. Além disso, se um gato tem o hábito de “roubar” comida humana, a introdução de petiscos saudáveis ​​e o fracionamento das refeições podem ajudar a corrigir esse comportamento. Você também pode usar comedouros interativos, que estimulam o instinto de caça e a atividade física do gato, e que evitam que ele coma por ansiedade ou tédio.

5. Não puna, faça o reforço positivo: Os gatos são animais que não respondem bem à punição, pois não entendem o motivo ou a relação entre a sua ação e a sua consequência. Ao contrário, a punição pode gerar medo, estresse, ansiedade ou agressividade no gato, e piorar o seu comportamento. Por isso, é importante que você não grite, bata, espirre água ou isole o seu gato quando ele fizer algo que você não gosta, pois isso só vai prejudicar a relação entre vocês e a confiança do gato em você. A terapeutas Sarah Ellis, aconselha entender a causa do comportamento indesejado, e ofereça alternativas ou soluções para o problema, sempre recompensando o gato quando ele fizer algo positivo. Por exemplo, se um gato tem a mania de pular em lugares inadequados, como na mesa de jantar, recompense-o com um petisco, carinho ou elogio quando usar seu arranhador para redirecionar esse comportamento.

6. Utilização de Feromônios: Os feromônios felinos desempenham um papel vital na comunicação dos gatos. Difusores de feromônios podem ser usados ​​para gatos animados, ansiosos ou agressivos. A terapeuta Sarah Heath recomenda essa abordagem para melhorar o bem-estar emocional dos felinos.

7. Respeitar o Espaço Pessoal: Gatos são animais territorialistas e valorizam seu espaço pessoal. Introduzir novos elementos, como móveis ou outros animais, deve ser feito gradualmente para evitar estresse. A terapeuta comportamental Marilyn Krieger destaca a importância de respeitar a necessidade de isolamento ocasional. Por isso, é importante que você respeite o tempo e o humor do seu gato, e que não o force a fazer algo que ele não quer, como pegá-lo no colo, abraçá-lo, beijá-lo ou colocá-lo perto de outros gatos ou cães. Isso pode gerar medo, estresse ou agressividade no seu gato, e prejudicar a relação entre vocês. Em vez disso, deixe que ele venha até você quando quiser, e que ele escolha o local e a forma que ele quer receber carinho. Assim, você demonstra que confia e respeita o seu gato, e que ele pode contar com você.

8. Evitar o uso excessivo de repelentes: Embora os repelentes possam ser úteis para direcionar comportamentos indesejados, seu uso excessivo pode gerar ansiedade nos gatos. Terapeutas recomendam uma abordagem equilibrada, utilizando repelentes de forma moderada e complementando com estímulos positivos.

9. Brincadeiras Estruturadas: Incorporar brincadeiras estruturadas no dia a dia dos gatos ajuda a canalizar energia e reduzir comportamentos destrutivos. Brinquedos interativos, como varinhas com penas, são recomendados por terapeutas como Arden Moore. Além de oferecer brinquedos para o seu gato, é essencial que você interaja com ele diariamente, brincando, acariciando ou conversando. Isso fortalece o vínculo entre vocês, aumenta a confiança e a segurança do gato, e reduz o estresse e a agressividade. Mas lembre-se: os gatos são sensíveis e seletivos, e nem sempre estão dispostos a brincar ou receber carinho. Por isso, respeite os sinais que o seu gato dá, como orelhas baixas, rabo balançando, pupilas dilatadas ou rosnados, que indicam que ele quer ficar sozinho ou que está incomodado. Não force a barra, e deixe que ele procure você quando quiser

10. Identificar Causas Médicas: Comportamentos indesejados podem ser sintomas de problemas médicos. Antes de implementar técnicas comportamentais, é fundamental consultar um veterinário para descartar possíveis causas médicas. Em caso de mudança repentina ou persistente no comportamento do seu gato, como apatia, perda de apetite, vômitos, diarreia, micção frequente ou dificuldade para urinar, procure um veterinário imediatamente, pois pode ser um sinal de que algo não está bem.

11. Fornecedor Esconderijos Seguros: Gatos apreciam locais seguros para se retirar e relaxar. Terapeutas como Carole Wilbourn destacam a importância de disponibilizar esconderijos adequados, como caixas e caminhas isoladas.

12. Monitorar Sinais de Estresse: Sinais de estresse, como vocalizações excessivas ou agressividade, autoagressão, comportamentos destrutivos e mudanças de hábitos alimentares ou de sono devem ser monitorados de perto. Os terapeutas recomendam uma intervenção rápida para evitar que o estresse se torne habitual.

13. Consultar Profissionais Especializados: Quando os desafios comportamentais persistem, consultar um especialista em comportamento felino é crucial. Terapeutas comportamentais como Tony Buffington oferecem insights personalizados e estratégias adaptadas a situações específicas. No Brasil já existem veterinários especializados em comportamento felino, que podem avaliar o seu gato, diagnosticar a causa do problema, e indicar o tratamento mais adequado, que pode envolver medicamentos, terapias, mudanças ambientais ou de manejo. Não tenha vergonha ou medo de procurar ajuda, pois isso pode fazer toda a diferença para o seu gato e para você.

No mais, aproveite para praticar a paciência, compreensão e técnicas bem fundamentadas. Ao incorporar as dicas dos melhores terapeutas comportamentais felinos, os donos podem criar um ambiente harmonioso e promover o bem-estar duradouro de seus adoráveis ​​companheiros felinos.

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