Dia 14 de novembro é o dia Mundial do Diabetes Mellitus. Doença que, segundo a American Diabetes Association, inclui um conjunto de transtornos metabólicos de diferentes etiologias, caracterizados por hiperglicemia crônica resultante da diminuição da sensibilidade dos tecidos à ação da insulina e/ou da deficiência de sua secreção.

Dentre as enfermidades que mais acometem os pets, um estudo feito com 220 animais pelo Grupo Petlove – maior ecossistema pet do Brasil – indica que 14% sofrem com diabetes. Assim como acontece nos seres humanos, o organismo para de produzir insulina ou produz o hormônio em quantidade insuficiente para as necessidades diárias. Com isso, a glicose não penetra nas células e fica acumulada no sangue. Assim que o diagnóstico é feito, tanto os cães, como os gatos podem necessitar de terapia com insulina, a fim de controlar a doença.

Sem tratamento, essa doença pode causar cegueira, demora na cicatrização de machucados e, em casos mais graves, afetar órgãos vitais, como rins e coração. Raquel Almeida, profissional que atua na área de endocrinologia veterinária e docente do Centro Universitário FMU, integrante da rede internacional de Universidades Laureate, descreve os sintomas em que o tutor deve estar atento para garantir a qualidade de vida de seu animal.

Sintomas

Em cães e gatos o aumento do volume de urina (poliúria), o aumento da ingestão de água (polidipsia), aumento do apetite (polifagia) e a perda de peso são as manifestações clinicas mais evidentes.

Fatores de risco

Os cães podem desenvolver a diabetes tipo 1 (quando o organismo não produz a insulina), porém, doenças hormonais como a produção excessiva de cortisona (Síndrome de Cushing), a progesterona produzida principalmente na fase pós-cio nas femêas, medicações (principalmente aquelas que tem como base a cortisona) são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Os felinos desenvolvem, na maior parte das vezes, a diabetes tipo 2. Ou seja, ele produz insulina, porém, sua ação está defeituosa, principalmente em decorrência da obesidade e de endocrinopatias como o hipertireoidismo.

Sinais de alerta imediato

Falta de apetite, vômito e a prostração são sintomas de alerta em que o tutor deve estar atendo. Nestes casos, é preciso levar o pet imediatamente ao pronto atendimento, pois podem ser indícios de uma descompensação da doença, que necessita de terapia emergencial. Outro sintoma que requer atendimento imediato são os episódios convulsivos, que podem ser sinais de hipoglicemia (glicemia baixa).

Alimentação

A rotina alimentar de cães diabéticos deve ser rica em fibras, com uma proteína de alto valor biológico e carboidratos complexos. Atualmente, existem rações terapêuticas específicas para esses pacientes. Já os gatos necessitam de um alimento com valor proteico elevado e com baixos níveis de carboidratos, sendo os alimentos úmidos os melhores tipos a serem administrados pelo tutor.

Acompanhamento médico

Os pacientes diabéticos devem ser monitorados semanalmente até o tutor adquirir segurança sobre o tratamento que será instituído. Após a definição, o acompanhamento pode ser realizado pelo menos duas vezes ao ano com um médico veterinário endocrinologista para controle não só da glicemia, mas de eventuais doenças que podem estar associadas ao diabetes. Os felinos devem ser acompanhados com o dobro da frequência.

Glicemia

Não é necessário mensurar diariamente a glicemia do pet. A melhor maneira de avaliar o controle da diabetes é observar os sintomas clínicos iniciais. No início do tratamento, o indicado é que o acompanhamento seja realizado pelo médico veterinário especialista. Caso seja necessário, o veterinário irá orientar o tutor sobre como fazer o teste em casa e em qual frequência.

Raças mais suscetíveis a desenvolver diabetes

Em cães, a propensão é maior para desenvolver a diabetes em raças como Beagle, Labrador, Poodle e Golden Retriever. Em gatos, a doença é mais comum na linhagem do Sagrado da Brimânia. O gênero também interfere na propensão ao diabetes. As cadelas são mais predispostas, em decorrência, principalmente, da progesterona. Já no caso dos felinos, os machos são os mais predispostos, pois, como grande parte do gênero é castrado, há uma tendência ao desenvolvimento de obesidade, caso não haja controle da quantidade de alimento ofertado. Vale ressaltar que animais sem raça definida também podem desenvolver a diabetes.

Prevenção é o melhor caminho

Silvana Badra, médica-veterinária e gerente de produtos pet da MSD Saúde Animal explica que, a medicina preventiva, com consultas de rotina e orientações sobre cuidados e higiene dos pets é fundamental para a saúde e bem-estar não só dos animais diabéticos, mas de todos os animais. “O tutor deve estar atento à medicina preventiva, que inclui consultas de rotina, vacinação, vermifugação, prevenção contra pulgas, carrapatos e insetos, alimentação saudável, exercícios, e medicamentos só administrados sob recomendação do médico-veterinário”

Meu animal foi diagnosticado com diabetes. E agora?

Sem pânico. A doença não tem cura, mas tem tratamento. “A insulinoterapia, que é a aplicação de insulina, juntamente com um manejo adequado, com engajamento do tutor, permite ao pet ter uma boa qualidade de vida”, diz a médica-veterinária.

O acompanhamento do Médico-Veterinário deve ser constante e associado a uma alimentação adequada e à administração correta dos medicamentos prescritos. Por outro lado, alguns fatores podem ser controlados pelo tutor, como a prevenção do sobrepeso e a obesidade do animal, o sedentarismo, a alimentação inadequada e até mesmo a saúde oral comprometida, uma vez que a periodontite é uma doença inflamatória crônica que pode estar associada às complicações da resistência à insulina.

Uma vez que os animais se tornem diabéticos, a adoção de dietas adequadas, balanceadas e ricas em proteínas e fibras pode ser benéfica para a saúde do pet. Pensando nisso, ROYAL CANIN® elencou uma série de dicas para o controle da Diabetes Mellitus em cães e gatos. Confira abaixo:

DICAS DE CONTROLE DO DIABETES:

Cães

• A escolha do alimento correto é muito importante, pois vai auxiliar no controle das variações da glicemia;

• A recomendação veterinária sobre a quantidade de ingestão calórica diária pode evitar a obesidade e, consequentemente, a resistência à ação da insulina;

• Uma alimentação adequada permite maior estabilidade do quadro clínico do animal e, em alguns casos, até exclui a necessidade de medicação;

• Garantir horários corretos e a quantidade calórica adequada em cada refeição.

Gatos

• Corrigir hábitos alimentares para combater e prevenir a obesidade;

• Garantir horários corretos e a quantidade calórica adequada em cada refeição;

• Uma dieta apropriada contribui para minimizar a hiperglicemia após a alimentação.

A ROYAL CANIN®, referência em Nutrição Saúde para gatos e cães, tem no portfólio da Linha Veterinary Diet alimentos que auxiliam no tratamento de animais com DM:

Cães

• Diabetic Canine (alimento seco)

• Diabetic Special Low Carbohydrate Canine Wet (alimento úmido)

Ambos os alimentos possuem formulação específica que ajuda a diminuir as variações da glicemia após a alimentação. Possuem alto teor de proteína, que promove a manutenção da massa magra e limita a depósito de gordura. Deve ser prescrito por um Médico-Veterinário.

Gatos

• Diabetic Feline: Alimento seco com formulação específica que ajuda a diminuir as variações da glicemia após a alimentação. Possui alto teor de proteína, que promove a manutenção da massa magra e limita a depósito de gordura. Deve ser prescrito por um Médico-Veterinário.

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