A campanha do Outubro Rosa, mundialmente conhecida para a prevenção do câncer de mama, chegou também no mundo animal. Isso porque a doença já é considerada uma das que mais afeta as cadelas e a mais letal em gatas.
O mês de outubro é conhecido por ser o período onde acontece anualmente uma famosa campanha com o objetivo de alertar sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha começou na década de 90, nos Estados Unidos, e acabou sendo adotada por todos os países.
E assim como nas mulheres humanas, o principal ponto de atenção para o câncer de mama em animais também é o diagnóstico precoce. “São casos muito frequentes na rotina clínica, por isso resolvemos auxiliar os proprietários na prevenção e tratamento dos tumores, que correspondem de 30% a 40% de todos os casos de câncer, sendo que nas cadelas 60% são malignos e nas gatas até 90%, portanto deve ser identificado logo no começo”, explica a médica veterinária especialista em oncologia, Aline Zoppa.
Carinho na barriga do pet é uma das maneiras de fazer o diagnóstico do câncer de mama.“É extremamente importante que o tutor fique atento a sinais como rubor, calor e aumento de tamanho. É preciso olhar com frequência as mamas, fazer palpação, conferir se existe alguma secreção anormal nelas, além de exames periódicos para ajudar a detectar precocemente um eventual tumor”, explica a médica veterinária da Botupharma, Fernanda Cioffetti.
Dra Urya Barbosa, Médica veterinária da rede Petz/Seres ensina que o exame da palpação em animais é simples: as fêmeas apresentam em sua maioria cinco pares de mamas, enquanto as gatas têm até quatro pares de mamas. “O toque deve ser feito com cuidado por todas as mamas para sentir se há algum aumento de volume ou “caroço” até grão de areia de tão sútil”.
A melhor forma de prevenção de Câncer de Mama em animais é a castração precoce, reduzindo assim as chances de problemas futuros. “Pacientes castradas logo após o primeiro cio tem 98% de proteção a ocorrência de tumores de mama” informa Dra Aline.
De acordo com dados do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), a maior incidência da doença é em fêmeas adultas, entre 4 e 12 anos, mas cerca de 1% a 3% dos casos ocorrem também em machos.
Além disso, o veterinário parceiro da DrogaVET, Bruno Roque, informa que cerca de 50% dos tumores mamários em cadelas são malignos e tendem a ter comportamento agressivo ou metastático e, em felinos, é ainda mais grave a evolução. “Este processo tumoral é muito mais frequente nos felinos fêmeas, na qual 90% dos casos se apresentam como malignos e disseminam-se rapidamente pelos linfonodos e o pulmão do animal, culminando, em 80% dos casos, em metástase”, informa o especialista, alertando que esta doença tem uma frequência muito alta quando considerada com todos os tipos de tumores existentes em pets.
Segundo explica o médico-veterinário oncologista Dr. George Mercês, do Centro Veterinário Seres de Salvador, embora não tenha uma causa específica, há alguns fatores que predispõem à doença. “O câncer, de uma maneira geral, é multifatorial, ou seja, envolve componentes genéticos, nutricionais, ambientais e a exposição hormonal, além de idade avançada e sobrepeso”, destaca.
A Dra. Caroline Mouco, diretora da rede de serviços veterinários, VET Popular, afirma que a disfunção hormonal causada pela gravidez psicológica também origina a doença.
Anticoncepcionais, popularmente conhecidos como “injeções para não ter cio”, comumente utilizados em gatas, aumentam muito o risco da ocorrência de tumores nas mamas, por isso o uso é completamente contraindicado.
Tratamento
Dra. Aline recomenda logo que o tutor perceba os nódulos nas mamas deve procurar ajuda do médico veterinário para a identificação do tumor e tratamento. “Após os exames preparatórios o paciente é encaminhado para a cirurgia, realizada pela equipe do Hospital. Após o procedimento é realizada o exame histopatológico, popularmente conhecido como biópsia, que vai definir qual será tratamento: se haverá ou não necessidades de quimioterapia como tratamento complementar a cirurgia”, explica a oncologista.
“Não é preciso entrar em pânico. Se confirmado o diagnóstico de câncer, é possível tratá-lo rapidamente, se efeitos colaterais graves e devolver a qualidade de vida aos animais”, diz Dr George.
O médico-veterinário Andrigo Barboza de Nardi [1], autor do livro Quimioterapia Antineoplásica em Cães e Gatos (2008) e coautor de outros dois, Oncologia em Cães e Gatos (2016) e Princípios e Técnicas de Cirurgias Reconstrutivas da Pele em Cães e Gatos (2016), inclusive assinala que como tratamento complementar, as práticas integrativas são bem-vindas. “Vemos na prática que a acupuntura ajuda a reduzir a dor e manter o equilíbrio orgânico da paciente, até mesmo para que ela consiga tolerar de forma mais tranquila o tratamento convencional”,explica.
A radioterapia também é uma opção, segundo ele, podendo ser indicada em alguns casos de tumores que não são operáveis. “Lesões muito grandes, que comprometem várias mamas, ao longo das duas cadeias mamárias e com infiltração na parede da cavidade abdominal, a radio
pode ser uma opção”.
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