A cidade de São Paulo recebe no dia 25 de junho, das 10h às 13h, um mutirão de cuidados para pessoas em situação de rua e seus animais de estimação.
A mobilização conta com exames de espirometria para detecção de doenças respiratórias obstrutivas, além de cuidados veterinários e vacinação para os cães de pessoas em vulnerabilidade social.
A iniciativa já acontece mensalmente sob a liderança da ONG Moradores de Rua e Seus Cães e, desde Maio, a instituição conta com o patrocínio mensal da Boehringer Ingelheim.
Nessa próxima edição, no Largo do Paissandú, centro de São Paulo, as doações de vacinas e possibilidade da realização dos exames respiratórios são aportes da farmacêutica alemã que reforça o compromisso da empresa com a saúde integrada de humanos e animais, reconhecendo que a saúde de uma comunidade abrange não apenas seus membros humanos, mas também seus companheiros animais, buscando assim promover um ambiente mais saudável e seguro para ambos.
O mutirão contará com duas tendas estrategicamente montadas para atender às necessidades dos cães de moradores de rua.
A primeira tenda será especialmente dedicada aos cuidados veterinários essenciais para garantir a saúde e o bem-estar desses animais. Veterinários qualificados estarão disponíveis para fornecer atendimentos como vacinação, vermifugação e exames de rotina, visando prevenir doenças e promover a saúde geral dos cães.
Já a segunda tenda terá a distribuição de ração, petiscos, guias, coleiras, roupas e caminhas para os animais de estimação, doações de pessoas físicas e outros parceiros da ONG.
Além disso, serão disponibilizadas 150 doses da vacina Recombitek® Oral Bordetella para cães em situação de rua. Essa vacina protege contra a Bordetella bronchiseptica, conhecida como “gripe canina” e considerada uma zoonose, pois pode ser transmitida para humanos.
Para atender às pessoas em situação de rua, além de cabines para banho e distribuição de alimentos que já acontece mensalmente, serão disponibilizadas duas cabines de espirometria – que auxilia no diagnóstico preciso da asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) –, totalizando 30 atendimentos, com uma triagem prévia.
Essa triagem será realizada focando os exames em pessoas com mais de 40 anos e fumantes ou ex-fumantes. Caso o exame aponte algum problema, o paciente será orientado a buscar apoio médico.
A iniciativa, denominada Programa Abraçar, tem como expectativa auxiliar o estado a reduzir a fila de pessoas já cadastradas no Sistema Único de Saúde elegíveis para a realização da espirometria, auxiliar no diagnóstico de doenças pulmonares obstrutivas, como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e asma, e na avaliação de eventuais sequelas pulmonares pós-Covid 19.
“Um dos principais propósitos da Boehringer Ingelheim é ir além da disponibilização dos medicamentos, facilitando o acesso das pessoas ao diagnóstico e tratamento precoce e contribuindo com a diminuição da jornada do paciente e com sua qualidade de vida” explica a Dra. Thais Melo, diretora médica da Boehringer Ingelheim no Brasil.
Carolina Anjos, diretora executiva de Corporate Affairs da empresa também destaca: “A Boehringer Ingelheim está orgulhosamente apoiando o projeto do mutirão de cuidados para pessoas em situação de rua e seus pets, reforçando nosso comprometimento com a promoção da saúde integrada de humanos e animais. Essa parceria com a ONG Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC) e a realização do Programa Abraçar são exemplos tangíveis do nosso compromisso em fazer a diferença na vida das pessoas e animais que mais precisam, cumprindo nosso propósito de transformar vidas por gerações”.
A ONG Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), fundada por Eduardo Leporo, desde 2015 trabalha para levar saúde e bem-estar aos humanos e seus animais de estimação em situação de rua e vulnerabilidade social.
A ONG realiza mutirões em diversas cidades do Brasil, incluindo 14 cidades e nove capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Natal, Porto Alegre, Florianópolis e Manaus. Em São Paulo, eles atuam em Mogi das Cruzes, Campinas, Osasco, Baixada Santista e Porto Feliz.
A MRSC é auditada pelo Ministério Público do Brasil e certificada pelo International Committee on Fundraising Organizations, o maior comitê de transparência e idoneidade do mundo.
Além disso, o projeto recebeu premiação da ONU e é membro ativo do Pacto Global, comprometendo-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Sobre a gripe canina
A Doença Respiratória Infecciosa Canina (CIRD), popularmente conhecida como “gripe canina” é altamente contagiosa e pode ser causada por diversos vírus e bactérias, sendo a bactéria Bordetella bronchiseptica o agente mais comum.
A gripe canina é transmitida entre cães principalmente pelo contato direto entre as mucosas da boca ou do focinho de cães infectados e saudáveis. O tempo desde a infecção até o aparecimento dos sinais clínicos pode variar de 36 horas a 10 dias, e os sintomas podem persistir por várias semanas.
Cães infectados podem desenvolver tosse seca e áspera, seguida por ânsia de vômito ou engasgo. É fundamental que os tutores fiquem atentos ao comportamento de seus animais de estimação e, ao identificarem mudanças ou sintomas, os levem imediatamente ao veterinário de confiança para um diagnóstico.
A bordetella pode ser considerada uma zoonose, ou seja, pode passar dos cães para os seres humanos e, embora de rara ocorrência, este é um ponto de atenção, principalmente em casas com pessoas imunossuprimidas.
É importante adotar medidas de precaução, como a vacinação, para evitar a propagação da doença entre os cães e garantir a saúde de toda a família. Se não for tratada adequadamente, a doença pode evoluir para pneumonia e até mesmo levar à morte do cão infectado.
Sobre a DPOC
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma condição progressiva e séria que limita o fluxo de ar nos pulmões e afeta a qualidade de vida dos pacientes, por produzir sintomas como tosse crônica, expectoração e falta de ar, que muitas vezes impedem a realização de atividades básicas do dia a dia. Subir escadas, fazer pequenas caminhadas e até se alimentar podem trazer cansaço para os pacientes [i] [ii] .
No Brasil, quatro brasileiros morrem por hora, 96 por dia e 40 mil todos os anos em decorrência da DPOC [iii] . O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, seguido de exposição ocupacional e ambiental envolvendo vapores químicos, poeira e outras partículas que provocam destruição da arquitetura pulmonar iii.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado diminuem as taxas de exacerbação (crises respiratórias nas quais a falta de ar piora subitamente) iii . “É preciso evitar a progressão da doença por meio da detecção precoce para reduzir os números de internações hospitalares e a mortalidade pela doença, especialmente de pacientes entre 50 e 70 anos de idade”, explica a Dra. Adriana Castro de Carvalho, médica pneumologista.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são as chaves para diminuir as taxas de exacerbaçãovii (crises de piora). “Agora, podemos personalizar o tratamento, oferecendo aos pacientes o broncodilatador de inalação em nuvem, que beneficia aqueles até os pacientes que não conseguem atingir um fluxo inalatório mínimo para inalar outros medicamentos” afirma Dra. Adriana e reforça “Já existem tratamentos disponíveis no SUS para a DPOC, mas é de suma importância que o paciente busque o diagnóstico com o médico o mais rápido possível para conter a doença e melhorar sua qualidade de vida”.
[i] M.H.S. Nascimento, M. Gervilla Gregório, R. Torres Scabello, T. Gomes de Melo. Biosafe Cabin for Spirometry in Response to COVID-19 Restrictions. Acessado em: 19 de outubro de 2022.
[ii] Organização Mundial da Saúde. COVID-19: Literatura global sobre doença de coronavirus. Biosafe Cabin for Spirometry in Response to COVID-19 Restrictions. Acessado em: 19 de outubro de 2022.
[iii] Centers for Disease Control and Prevention (CDC).Chronic obstructive pulmonary disease among adults–United States, 2011. MMWR Morb Mortal Wkly Rep [Internet]. 2012 Nov 23;61(46):938–43. Acesso em: junho de 2023.