Na hora de viajar com o seu melhor amigo pet, além de todas as demandas burocráticas, como as vacinas que são exigidas para que o transporte ocorra e os trâmites com as companhias aéreas, há também mais um item do qual não se pode descuidar: a preocupação com o estado físico e psicológico do pet.
Ao saber que irá viajar com seu animal de estimação, seja ele filhote ou adulto, alguns cuidados devem ser tomados para garantir o sucesso do passeio. É importante se preocupar com cada detalhe da viagem para evitar o estresse e mal-estar tanto do animal, quanto do seu tutor.
Daiane Sarmento, co-fundadora da Embarpet, empresa especializada no transporte seguro de animais, preparou algumas dicas e destaca alguns pontos essenciais para seguir com uma viagem tranquila: “Além do planejamento cuidadoso, um veterinário deve ser consultado durante os preparativos da viagem para avaliar as condições do pet, afinal por mais tranquilo ou bem comportado que ele seja, voar será sempre um fator estressante. Este profissional também é o responsável por emitir o atestado de saúde para viagens áreas exigido pelas companhias”.
Se o seu cão ou gato nunca viajou de avião antes, é bom treiná-lo e estimular a sua adaptação à caixa de transportes. Essa caixa deve ser inserida como parte do ciclo diário do bicho, para garantir que ele se sinta seguro e confortável dentro do recipiente. Recomenda-se a apresentação do compartimento durante um período entre 30 e 60 dias antes da viagem para criar associações positivas. O indicado é fazer isso nos momentos em que o animal irá dormir ou se alimentar.
É importante também estar atento às dimensões da caixa. O animal precisa conseguir ficar de pé e fazer um giro 360º dentro do recipiente. Essas são as garantias de que ele terá espaço suficiente para se movimentar e se esticar confortavelmente.
Na véspera da viagem, recomenda-se dar banho e aparar as unhas do bichinho. A alimentação também deve ser um ponto de atenção. A última refeição deve ser feita 7h antes do voo, assim o pet terá tempo de fazer suas necessidades tranquilamente. Não é recomendado oferecer ração ou qualquer alimento próximo ao horário do embarque, porque alguns pets não conseguem fazer suas necessidades em ambiente fechado ou em tapete absorvente, isso poderia gerar stress no animal. A água pode e deve ser oferecida à vontade, inclusive durante o voo, evitando que o animal sofra de desidratação.
Além disso, é ideal que o seu animal gaste energia antes da viagem. Levar o cachorro para passear antes de ir para o aeroporto e novamente antes do check-in, ou estimular o seu gato através de brincadeiras, faz com que ele esteja com a energia equilibrada na hora do voo. Também é recomendável deixar à disposição, na caixa de transporte, brinquedos, estímulos e objetos para roer para que ele possa se distrair durante o trajeto.
Nos casos onde o bichinho é mais agitado e ansioso, ao contrário do que muitos pensam, a sedação não é recomendada. Segundo o IATA (International Air Transport Association), a utilização de medicamentos pode interferir na capacidade de se endireitar e no senso de equilíbrio do animal. O ideal é manter o animal calmo e confortável durante o voo, se possível fale com ele em tom suave e tranquilizador, certificando-se de que ele está bem.
Por fim, lembre-se de identificar a caixa de transporte do seu animal de estimação. Também é aconselhável colocar peças que contenham o nome, endereço residencial e telefone do tutor e de alguém de confiança, além de uma identificação temporária com os dados da viagem, como o local de estadia.
Companhias aéreas estão facilitando embarque e estão com novas regras!
No final de janeiro, a companhia aérea Azul anunciou que o limite de peso para cães e gatos serem transportados na cabine do avião seria estendido. Anteriormente o peso máximo era de 7 quilos, sendo agora ampliado para 10 quilos.
Além da Azul, a concorrente Gol também permite o embarque de animais com até 10 quilos dentro da cabine do avião. Até o momento, a LATAM só permite o embarque de animais com até 7 quilos na cabine.
Daiane alerta que é importante se atentar às regras para não ter problemas no dia da viagem. “É uma mudança muito significativa e que permitirá uma maior gama de transportes, mas é importante notar que o limite de peso faz referência ao peso do animal somado ao peso da caixa de transporte, não podendo exceder ao peso previsto pela companhia aérea”, diz Daiane.
Apesar de muitos desconhecerem, o embarque de roedores na cabine do avião junto aos seus donos já é permitido no Brasil desde o ano passado, utilizando caixas de transporte adequadas. No entanto, para aqueles que pretendem viajar com seus animais mais exóticos, como aves, peixes e cobras, os serviços ainda são limitados. “Atualmente não temos nenhuma lei que permita o embarque destes animais dentro da cabine do avião. Eles precisam ser transportados no porão do avião, mas, claro, com todo o cuidado e preparo necessários para lidar com as necessidades desses bichinhos”, diz a especialista.
Independente da espécie, esses animais precisam cumprir uma série de exigências da companhia aérea para viajar e devem possuir também o CVI (Certificado Veterinário Internacional) para viagens ao exterior. No caso de animais silvestres, também é necessária uma autorização do Ibama.
Além disso, é importante se atentar às exigências de cada país para vacinas e aplicação de microchip. “Sabemos o quão importante é que tudo seja o mais organizado e planejado possível ao decidir levar um animal tão querido em uma viagem, é por isso que na Embarpet oferecemos assistência completa para aqueles que estão precisando de uma ajuda”, explica Daiane. Com as informações em mãos, está na hora de fazer as malas para o próximo destino!