Calma! Algumas atitudes voltadas para o convívio com o pet podem reverter o quadro de agressividade. Confira!
A ideia de que o gato é um animal traiçoeiro e pronto para atacar é
desconstruída quando a gente passa a conviver mais de perto com o pet.
No dia a dia, o que vemos é um bicho cheio de energia e que adora
brincar e interagir.
No entanto, pode ser que, por algum motivo, a gente comece a perceber alguns sinais de agressividade.
DIFERENÇA ENTRE BRINCADEIRA E AGRESSIVIDADE
Desde filhotes, os gatos costumam brincar de uma forma mais selvagem em comparação aos cães.
Esse comportamento é instintivo e é muito comum que mordidas e arranhões entrem na brincadeira.
Durante as brincadeiras, o pet pode desenvolver atitudes de predação, em que usa as unhas e os dentes para te mostrar que ele está no controle.
Além disso, ele segue a linha tocaia que se constitui pela lógica da perseguição, encurralamento e ataque.
Geralmente, esses comportamentos decorrem do estímulo e do reforço gerado pelos próprios donos.
Mas, isso não quer dizer que não podemos brincar com nossos pets.
Nossa postura deve ser a de estabelecer limites para não incentivarmos práticas violentas afirma a Dra. Tatiani Camargo, veterinária especialista em felinos do Vet Quality Centro Veterinário 24h.
COMO IDENTIFICAR OS SINAIS DE GATO AGRESSIVO
Quando o felino está agressivo, sua postura ofensiva pode ser
facilmente notada.
As orelhas ficam para cima e para frente, ele eleva ou encolhe o corpo, sua cauda fica rígida, balançando de um lado para outro ou ao redor do seu corpo e os pelos ficam eriçados.
EM QUE MOMENTOS O GATO PODE FICAR AGRESSIVO
Dados de uma pesquisa realizada com um grupo de 107 tutores de gatos indicaram que, durante uma consulta com o médico veterinário, 49,5% afirmaram que os felinos revelaram comportamentos violentos em algumas situações específicas.
As mais recorrentes revelam sinais de agressividade quando o gato é
acariciado, durante brincadeiras, enquanto ele protege sua comida ou
território, quando ele está assustado e quando ele está diante de uma
pessoa desconhecida.
De acordo com especialistas em comportamento animal, há uma
explicação para isso.
Gatos são animais semi-sociais e isso quer dizer que a proximidade em excesso pode gerar algum tipo de incompatibilidade.
Se o bichano for inserido em ambientes com pouco espaço ou muito
fechados, ele é induzido a desenvolver comportamentos que não condizem com sua natureza. Diante do estresse recorrente, a tendência é que ele fique agressivo.
O QUE PODE CAUSAR A AGRESSIVIDADE FELINA
O gato pode se tornar violento por medo ou ansiedade, para defender seu território, por frustração ou por ser induzido por carinhos de forma excessiva.
Mas, a melhor forma de saber a razão verdadeira desse comportamento é realizando uma consulta com o veterinário.
Somente o especialista, por meio de uma avaliação clínica e laboratorial detalhada, depois de descartar todas as possibilidades de doenças ou dores, poderá fechar um diagnóstico preciso.
COMO RESOLVER O PROBLEMA
Se a origem do comportamento do gato agressivo estiver relacionada a alguma patologia de ordem fisiológica, o veterinário prescreverá
tratamentos específicos para o quadro.
Caso o motivo da violência seja a resposta a alguns estímulos, é
necessário tomar medidas para deixar o ambiente menos estressante para o animal.
A primeira coisa a ser feita é não estimular brincadeiras que levem a mordidas e arranhões.
O ideal é promover interações controladas em que você ignora o pet
toda vez que ele extrapolar os limites durante os momentos de diversão.
A frequência dessas ações fará com que ele entenda até onde pode
chegar.
É importante que você respeite o nível de tolerância do gato em
relação à duração e à frequência de carinhos.
Nesse caso, o caminho mais tranquilo é esperar que ele peça pelo afago e, depois que você o fizer, dê uma recompensa.
Ofereça brinquedos para gatos e outros objetos que possam promover a interação.
Por fim, evite confrontos, provocações ou atitudes de punição que podem agravar ainda mais o comportamento agressivo.